Postagens

DESTAQUE

AS HETAIRAS

Imagem
Após tempos homéricos, em que as pequenas tribos foram evoluindo e se transformando em cidades-Estado imperialistas, os antigos vínculos de clã se deterioram. A Grécia precisou reorganizar as ligações afetivas, desviadas na direção dos indivíduos. As pessoas gregas, ligadas ao lar, satisfaziam suas necessidades emocionais cuidando dos filhos.

Os homens gregos buscavam pessoas para desenvolver um novo tipo de relação. As esposas eram totalmente ignorantes e nada sabiam sobre a vida de Atenas. "Os homens gregos se mostravam desejos de fazer experiências com uma ordem nova e mais intensa de relações com as mulheres, descias com uma ordem noca e mais intensa de relações com as mulheres, desde que encontrassem algumas que lhes oferecessem tanto satisfação para o corpo como entretenimento para o espírito.

Se as mulheres de Atenas, intelectuais, cultas e amorosas, desejassem conversar com homens a respeito de coisas importantes, tornavam-se hetairas - cortesãs de alto nível. Apesar das in…

AS CONCUBINAS

Imagem
A esposa estéril ou que não tivesse gerado meninos e da qual o marido não quisesse se divorciar - para não ter que devolver o dote - podia recorrer ao concubinato com solução. O costume do concubinato conservou-se até o século XX na Grécia e em algumas nações do Oriente mantém-se até hoje. O objetivo do concubinato era a procriação incentivada pelo Estado, caso a legítima esposa fosse estéril ou gerasse apenas meninas. Em Atenas, durante a Guerra do Peloponeso, no século V a.C., cidadãos atenienses casados foram encorajados a ter uma concubina, mesmo estrangeira, para aumentar o número de nascimentos e compensar as perdas na guerra.

As concubinas eram mulheres livres ou metecas e, raramente, escravas.
Os metecos era imigrantes e, como tal, desprovidos de direitos civis e políticos; a partir de 451 a.C., não podiam se casar com atenienses, fossem homens ou mulheres. O concubinato era saída para as mulheres estrangeiras. As atenienses recorriam ao concubinato em caso de extrema pobreza, p…

OS HOMENS FORA DO LAR

Imagem
O papel tão insignificante das esposas criou uma hierarquia complexa de amantes. Havia as prostitutas, as concubinas, as hetairas e os efebos.

AS PROSTITUTAS

O legislador Sólon (639-559 a.C.) estabeleceu bordéis em Atenas com a intenção de prevenir que jovens que atingiram a idade adulta cometessem adultério com mulheres respeitáveis. A prostituição inconsequente e descontrolada chegava ao fim. "Você fez bem a todos os homens oh Sólon!" - exultou o poeta. - "Você viu que o Estado estava cheio de homens jovens, e que andando ao léu, na sua concupiscência, por lugares que não tinham nada a fazer, compraram mulheres; em alguns lugares substituíam-nas, prontos para servir a todos os que aparecessem." Sólon, com o dinheiro obtido pela tributação dos primeiros prostíbulos, construiu um templo dedicado a Afrodite Pandemia, a deusa que velava pela prostituição .
Por volta do século IV a.C. as jovens passaram a se enfileiradas fora das casas, com o seios nus e trajando finas g…

O que as mulheres sentiam?

Imagem
A História é escrita pelos vitoriosos, e nessa guerra entre homens e mulheres não é diferente. Não há livros sobre o amor escrito pelas esposas gregas. O máximo que se pode fazer é colher dados das tragédias de Sófocles e Eurípedes, e nas comédias, e nas comédias de Aristófanes. "Mas isso não provaria nada; toda literatura foi escrita por homens e, principalmente, para homens. O produto não seria propriamente uma reprodução das atitudes da esposa grega; seria uma ficção do espírito grego masculino; uma imaginária megera criada pelo homem para justificar sua própria atitude hostil e opressora, com a mulher."

A esposa ateniense só tinha contato com seu marido. Ele era seu senhor, pai dos seus filhos e provedor do lar. É comum, apesar do ódio pelos opressores, pessoas desenvolverem um tipo de afeto por eles. Podemos imaginar então que a esposa grega tenha sentido uma espécie de amor pelo marido, embora esse sentimento possa não ter nada a ver com o que chamamos hoje de amor.

Entr…

A mulher adúltera

Imagem
O adultério resultava na expulsão da esposa de casa, pois não se podia mais garantir a legitimidade dos descentes. Era a dissolução do casamento. A seguir sintetizo o que diz o historiador grego Nokolaos Vrissimtzis sobre o adultério na Grécia clássica. Era o insulto mais severo contra a honra de um homem e seu direito de posse. O marido traído devia separar-se, sob pena de ser estigmatizdo por atimía ("perda da honra"). Honra e desonra eram conceitos de de excepcional importância na sociedade grega. A expulsão da adúltera implicava devolução do dote à família da mulher, perda financeira substancial. Assim, maridos traídos engoliam o orgulho e aceitavam o arrependimento de suas mulheres. O marido que recebia um bel dote demonstraria complacência maior em relação à pessoa.

O costume prescrevia que a mulher pega em flagrante de adultério não podia mais assistir a sacrifícios públicos. Se o fizesse, os transeuntes teriam o direito de espancá-la. Segundo Sólon, o legislador, a ad…

Adultério e Divórcio

Imagem
O casamento heterossexual era o único reconhecido na Grécia clássica, mas os maridos não sofriam limitações sexuais. "Para o marido grego, ser privado de prazer estético ou sensual, pelo fato de estar casado, era algo que estava além de seu entendimento.  A sociedade e a moral da época reconheciam a natureza poligâmica do homem que naturalmente, atuava de modo correspondente." Os homens podiam ter relações extraconjugais com concubinas, cortesãs e efebos - jovens rapazes.

A única proibição eram mulheres casadas. Menos para quem dispunha de recursos ou influência. Alcibíades, exilado e Esparta e Atenas.
"Mas, de maneira geral, todo aquele que fosse surpreendido cometendo adultério com uma mulher casada podia escapar, no melhor dos casos, pagando uma multa e, no pior, pelo infamante costume do rapanismós, ou seja, era enfiado, em público, um rabanete no seu ânus."

A hora do marido era tão importante que, de acordo com uma antiga lei de Drácon - legislador ateniense do s…

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Imagem
As grandes tragédias de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes mostram Épido e Jocasta, Agamenon e Clitemnestra, Josão, e Medeia destruindo-se uns aos outros. Clitemnetra, junto com o amante, matam seu marido Agamenon, que sacrificaria a filha do casal, Ifigênia, antes de partir para Troia. Épido, assassino inconsciente do pai, Laio, casa-se com a mãe, Jocasta. Ao descobrir a verdade, anos depois, fura os olhos, induzindo Jocasta ao suicídio.

"Essas histórias revelam um medo profundo e estabelecido das esposas vingativas, como Clitemnestra e Medeia, e a confusão mental que, apesar de inconsciente, podia resultar na atitude de uma viúva incestuosa, como Jocasta. As profundas verdades contidas nesses dramas sugerem uma tensão constante que existia na época e continua a existir entre muitos casais.
As mulheres alimentavam pensamentos homicidas em relação aos maridos quando eram substiuídas por outras ou quando eles machucavam seus filhos, apesar de raramente reagirem de maneira tão dramática. 

MASTURBAÇÃO E PÊNIS ARTIFICIAL

Imagem
A masturbação não era considerado um vício, mas válvula de segurança. Existem referências literárias a ela, especialmente na comédia ática. Antes do século III a.C., escrevia-se pouco e sabe menos acerca da vida privada das mulheres.
"Entretanto, se as mulheres também não a praticassem, então os vendedores de Mileto estariam fracassando em seu trabalho. Mileto, uma importante cidade comercial na costa da Ásia Menor, era o centro fabricante e exportador do que os gregos chamavam olisbos, e gerações posteriores denominavam dildo ou seja, pênis artificiais. Eles eram feitos tanto de madeira como de couro acolchoado, tendo que ser untados com óleo de oliva, antes do uso.

Entre as relíquias literárias do século III a.C. há uma curta peça, um diálogo entre duas jovens: Metros insiste que Coritto lhe empreste o seu dildo.
Infelizmente, esta o repassou a alguém que o cedeu a uma amiga. Desapontada, Metro quer comprar um e Coritto recomenda um sapateiro-remendão chamado Cerdon. "Oh!, nã…