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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

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As grandes tragédias de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes mostram Épido e Jocasta, Agamenon e Clitemnestra, Josão, e Medeia destruindo-se uns aos outros. Clitemnetra, junto com o amante, matam seu marido Agamenon, que sacrificaria a filha do casal, Ifigênia, antes de partir para Troia. Épido, assassino inconsciente do pai, Laio, casa-se com a mãe, Jocasta. Ao descobrir a verdade, anos depois, fura os olhos, induzindo Jocasta ao suicídio.

"Essas histórias revelam um medo profundo e estabelecido das esposas vingativas, como Clitemnestra e Medeia, e a confusão mental que, apesar de inconsciente, podia resultar na atitude de uma viúva incestuosa, como Jocasta. As profundas verdades contidas nesses dramas sugerem uma tensão constante que existia na época e continua a existir entre muitos casais.
As mulheres alimentavam pensamentos homicidas em relação aos maridos quando eram substiuídas por outras ou quando eles machucavam seus filhos, apesar de raramente reagirem de maneira tão dramática. 

O Sexo


Os homens não costumavam fazer mais sexo com a esposa se considerassem o número de descendentes suficiente. A completa submissão da mulher tornava impróprias práticas como sexo oral, em que o homem proporciona prazer à mulher. Da mesma forma o homem não podia receber esse prazer, pois permanecer passivo era uma atitude inaceitável.

A comédia grega, apesar de exagerada, mostrava aspectos da relação conjugal. Em Lisístrata, de 411 a.C., Aristófanes mostra a esposa que recusa o sexo ao marido, numa estranha comédia política. Provavelmente, o fato de não ter herdeiros apavorava o homem. "Quando Lisístrata e suas irmãs decidem se opor ao jeito guerreiro de ser dos homens, simplesmente negando-se a ir para a cama com eles, há comoção na sociedade grega. Pelo menos neste momento, o poder da cama provou ser mais forte do que o poder da espada. Com seus comentários obscenos, a peça parece tão atual quando o slogan dos anos 1960: "Faça amor, não faça guerra".

O sexo no casamento devia ser profundamente insatisfatório para marido e mulher. Os homens viviam outras experiências abertamente, mas mulheres buscavam paliativos discretos. Nem sempre as esposas negligenciadas se queixavam. Algumas conseguiam consolo com a ajuda de alcoviteiras profissionais. Mas a maioria parece ter recorrido aos expedientes menos arriscados da masturbação ou da homossexualidade.


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