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Noiva raptada

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Em Esparta, "o homem raptava a moça que estava na idade de casar. A madrinha recebia  a donzela que havia sido arrebatada, raspava sua cabeça, a vestia com roupas e sapatos de homem e a deixava, sozinha, num quarto escuro, sobre um colchão de palha. O noivo então saía de sua tenda militar, depois de haver ceado com seus companheiros de caserna, e, tomando todas as precauções, penetrava no quarto onde a noiva se encontrava. Após despi-la, levava-a para outra cama, passava pouco tempo com ela e, em seguida, saía silenciosamente, regressando aos seus companheiros. O mesmo procedimento repetia-se toda vez que ele queria dormir com a sua esposa".

Plutarcoria dos espartanos: casamento era o marido com seus amigos homens, em raras e secretas ocasiões visitando a esposa. Havia marido que jamais vira a esposa à luz do dia. Nas cidades gregas, os votos eram apenas de prosperidade e fertilidade para os recém-casados.

A pobreza do casamento da Grécia Clássica e a repulsa ao casamento.

"O casamento proporciona ao homem apenas dois dias felizes: o dia em que ele conduz a noiva para a cama e o dia em que ele a deposita no túmulo". Essa é a síntese do que pensavam os homens na Grécia Clássica, há 2.500 anos sobre a união com uma mulher.

Era comum que as esposas fossem de dez a vinte anos mais jovens do que os maridos. Como elas eram excluídas de quase todas as atividades fora de casa, raramente estavam junto deles. Os maridos ficavam pouco tempo em casa; passavam grande parte do dia e da noite nos mercados, nas praças nos ginásios e bordéis. O casamento tinha como finalidade apenas o aumento da prole e os cuidados com o lar.

REPULSA AO CASAMENTO

A posição que a mulher tinha na sociedade ateniense foi assim resumida por Demóstenes: "Tememos as hetairas para o prazer, as concubinas para os nossos cuidados diários, e as esposas para a procriação de herdeiros legítimos e para cuidar do lar". Riane Eisler assinala que essa visão das mulheres, como colocadas na terra apenas para o uso e abuso dos homens, era simbolizada pela obsessão ateniense pelo pênis como símbolo do poder e da autoridade masculina.

Os homens gregos consideravam desagradável estar casado. Para eles, era um estado dispendioso, incômodo, e um obstáculo à liberdade. Contudo, o casamento era inevitável. O homem precisava de uma dona de casa e era dever dele para com Estado e a religião ter filhos. Por meio da total subjugação de sua esposa,o homem ateniense tratava de diminuir seu sacrifício. De qualquer forma, tinha que ficar com ela, a menos que estivesse disposto a devolvê-la à casa dos pais, com o respectivo dote. Os gregos olhavam para as esposas como se elas fossem um fardo necessário; e esperavam encontrar amor somente fora do lar. 

O casamento era tão impopular que o Estado se sentiu em perigo. Em Atenas, somente os homens casados podiam tornar-se oradores ou generais. Criaram, durante um período, uma multa para quem passasse dos 40 anos e permanecesse solteiro. Em Esparta havia uma lei semelhante, instituída pelo legislador Licurdo, que punia todos os homens que deliberadamente evitavam o casamento depois de uma determinada idade. Muitos homens adiavam o casamento tanto quanto possível e se casavam apenas quando já não ousavam mais contornar essa obrigação. 

Obs.: Na próxima matéria vamos falar do 'dote' e da 'festa de casamento'...aguardem!!! 


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