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A pobreza do casamento da Grécia Clássica e a repulsa ao casamento.

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"O casamento proporciona ao homem apenas dois dias felizes: o dia em que ele conduz a noiva para a cama e o dia em que ele a deposita no túmulo". Essa é a síntese do que pensavam os homens na Grécia Clássica, há 2.500 anos sobre a união com uma mulher.

Era comum que as esposas fossem de dez a vinte anos mais jovens do que os maridos. Como elas eram excluídas de quase todas as atividades fora de casa, raramente estavam junto deles. Os maridos ficavam pouco tempo em casa; passavam grande parte do dia e da noite nos mercados, nas praças nos ginásios e bordéis. O casamento tinha como finalidade apenas o aumento da prole e os cuidados com o lar.

REPULSA AO CASAMENTO

A posição que a mulher tinha na sociedade ateniense foi assim resumida por Demóstenes: "Tememos as hetairas para o prazer, as concubinas para os nossos cuidados diários, e as esposas para a procriação de herdeiros legítimos e para cuidar do lar". Riane Eisler assinala que essa visão das mulheres, como colocadas…

A INVENÇÃO DO PATRIARCA - P2


Quando o sistema patriarcal se estabeleceu entre nós, há aproximadamente 5 mil anos, dividiu a humanidade em duas partes - homens e mulheres - e colocou uma contra a outra. Determinou com clareza o que é masculino e feminino, subordinado ambos os sexos a esses conceitos. E, ao fazer isso, dividiu cada indivíduo contra si próprio, porque para corresponder ao ideal masculino ou feminino da nossa cultura, cada um tem que rejeitar uma parte de si, de alguma forma, se mutilando.

A abrangência da ideologia de dominação é ampla. Partindo da opressão do homem sobre a mulher, a mentalidade patriarcal se estendeu a outras esferas de dominação: homens mais fracos, raças, nações, e a própria natureza. Durante esse período, a cultura dominada pelo homem autoritária e, em geral, violenta acabou por ser vista não apenas como normal, mas também como adequada. Apoiando-se em dois pilares básicos - controle da fecundidade da mulher e divisão sexual de tarefas - a sujeição física e mental da mulher foi o único meio de registrar sua sexualidade e mantê-la limitada a tarefas específicas. 


O estabelecimento do patriarcado na civilização ocidental foi um processo gradual que levou quase 2.500 anos, desde cerca de 3100 até 600 a.C. "A lógica patriarcal começa no Ocidente com a democracia ateniense, no século V a.C., e o fim dessa lógica se enraíza na Revolução Francesa, quando a democracia pretende aplicar-se a todos." 

Entretanto o golpe fatal nesse sistema ocorreu na década de 1960, com o surgimento da pílula anticoncepcional, como veremos mais adiante. A partir de então o homem não pode mais controlar a fecundidade da mulher. Encontramo-nos agora no meio de um processo de profunda mudança das mentalidades, com consequências diretas para as relações amorosas e sexais

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