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O que as mulheres sentiam?

A História é escrita pelos vitoriosos, e nessa guerra entre homens e mulheres não é diferente. Não há livros sobre o amor escrito pelas esposas gregas. O máximo que se pode fazer é colher dados das tragédias de Sófocles e Eurípedes, e nas comédias, e nas comédias de Aristófanes. "Mas isso não provaria nada; toda literatura foi escrita por homens e, principalmente, para homens. O produto não seria propriamente uma reprodução das atitudes da esposa grega; seria uma ficção do espírito grego masculino; uma imaginária megera criada pelo homem para justificar sua própria atitude hostil e opressora, com a mulher."

A esposa ateniense só tinha contato com seu marido. Ele era seu senhor, pai dos seus filhos e provedor do lar. É comum, apesar do ódio pelos opressores, pessoas desenvolverem um tipo de afeto por eles. Podemos imaginar então que a esposa grega tenha sentido uma espécie de amor pelo marido, embora esse sentimento possa não ter nada a ver com o que chamamos hoje de amor.

Entretanto, dados relativos ao casamento, ao divórcio e à herança de propriedade na Grécia clássica deixam claro que os vínculos das mulheres com sua família eram sempre mais fortes do que os vínculos com seus maridos. A tragédia de Antígona, na peça de Sófocles, exemplifica isso com o autossacrifício que ela faz por seu irmão, afirmando que um irmão é insubstituível, ao passo que um marido, não. 



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