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Grécia Clássica - Infanticídio


Na Grécia as famílias preferiam ter menos filhos para não dividir o patrimônio. 
Meninas eram menos bem-vindas que os meninos. Elas não produziam e o dote reduzia as propriedades da família. Uma gravidez acidental era indesejável para mulheres casadas, hetairas e prostitutas. Recorria-se ao infanticídio e ao abandono de crianças para a morte por inanição.

Isso era efetuado antes do décimo dia, quando, em Antenas, a criança recebia um nome, pois somente a partir daí ela passava a existir socialmente. A maior parte das vítimas era composta por crianças ilegítimas ou meninas. Os sobreviventes eram considerados escravos, e as meninas terminavam na prostituição. Algumas crianças, no entanto, tinham mais sorte; eram criadas por pessoas que a as encontravam e desejavam mantê-las consigo por algum motivo. 

Outro fator justificava o infanticídio: o excesso de mulheres sem casar.
Havia ainda a alta taxa de mortalidade masculina nas guerras. Os assassinato de meninas corrigia o desequilíbrio. Em Esparta, o próprio Estado praticava o infanticídio. Assim, os fracos, frágeis ou deformados eram lançados numa caverna profunda, próximo ao monte Taígeto, onde os espartanos também lançavam os condenados à morte.



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