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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

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As grandes tragédias de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes mostram Épido e Jocasta, Agamenon e Clitemnestra, Josão, e Medeia destruindo-se uns aos outros. Clitemnetra, junto com o amante, matam seu marido Agamenon, que sacrificaria a filha do casal, Ifigênia, antes de partir para Troia. Épido, assassino inconsciente do pai, Laio, casa-se com a mãe, Jocasta. Ao descobrir a verdade, anos depois, fura os olhos, induzindo Jocasta ao suicídio.

"Essas histórias revelam um medo profundo e estabelecido das esposas vingativas, como Clitemnestra e Medeia, e a confusão mental que, apesar de inconsciente, podia resultar na atitude de uma viúva incestuosa, como Jocasta. As profundas verdades contidas nesses dramas sugerem uma tensão constante que existia na época e continua a existir entre muitos casais.
As mulheres alimentavam pensamentos homicidas em relação aos maridos quando eram substiuídas por outras ou quando eles machucavam seus filhos, apesar de raramente reagirem de maneira tão dramática. 

Grécia Clássica - Infanticídio


Na Grécia as famílias preferiam ter menos filhos para não dividir o patrimônio. 
Meninas eram menos bem-vindas que os meninos. Elas não produziam e o dote reduzia as propriedades da família. Uma gravidez acidental era indesejável para mulheres casadas, hetairas e prostitutas. Recorria-se ao infanticídio e ao abandono de crianças para a morte por inanição.

Isso era efetuado antes do décimo dia, quando, em Antenas, a criança recebia um nome, pois somente a partir daí ela passava a existir socialmente. A maior parte das vítimas era composta por crianças ilegítimas ou meninas. Os sobreviventes eram considerados escravos, e as meninas terminavam na prostituição. Algumas crianças, no entanto, tinham mais sorte; eram criadas por pessoas que a as encontravam e desejavam mantê-las consigo por algum motivo. 

Outro fator justificava o infanticídio: o excesso de mulheres sem casar.
Havia ainda a alta taxa de mortalidade masculina nas guerras. Os assassinato de meninas corrigia o desequilíbrio. Em Esparta, o próprio Estado praticava o infanticídio. Assim, os fracos, frágeis ou deformados eram lançados numa caverna profunda, próximo ao monte Taígeto, onde os espartanos também lançavam os condenados à morte.



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