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Grécia Clássica - Infanticídio

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Na Grécia as famílias preferiam ter menos filhos para não dividir o patrimônio. 
Meninas eram menos bem-vindas que os meninos. Elas não produziam e o dote reduzia as propriedades da família. Uma gravidez acidental era indesejável para mulheres casadas, hetairas e prostitutas. Recorria-se ao infanticídio e ao abandono de crianças para a morte por inanição.

Isso era efetuado antes do décimo dia, quando, em Antenas, a criança recebia um nome, pois somente a partir daí ela passava a existir socialmente. A maior parte das vítimas era composta por crianças ilegítimas ou meninas. Os sobreviventes eram considerados escravos, e as meninas terminavam na prostituição. Algumas crianças, no entanto, tinham mais sorte; eram criadas por pessoas que a as encontravam e desejavam mantê-las consigo por algum motivo. 

Outro fator justificava o infanticídio: o excesso de mulheres sem casar.
Havia ainda a alta taxa de mortalidade masculina nas guerras. Os assassinato de meninas corrigia o desequilíbrio. Em Esp…

Atenas - A festa de casamento

Em Atenas, antes do casamento, ocorriam os sacrifícios aos deuses e a purificação do casal. O pai da noiva fazia sacrifícios a Zeus, Hera, Afrodite e Ártemis e a futura esposa consagrava a Ártemis objetos da infância agora abandonados: brinquedos,espelhos, presilhas, fitinhas, etc. O banho cerimonial não era somente um ato de purificação, mas também simbólico: assim como os rios e as águas das fontes irrigam e fertilizam a terra, o banho contribuía para assegurar a fertilidade aos recém-casados.

A última etapa dos cerimoniais era uma ceia oferecida na casa do pai da noiva. Mulheres sentavam-se à parte. Havia músicos profissionais. A noiva era acompanhada pela melhor amiga e uma madrinha de casamento segurava o véu. Este cobria a futura esposa da cabeça aos pés, com uma pequena abertura para os olhos. Seria retirado somente depois da ceia. Sua função era proteger a noiva contra mau-olhado. O noivo, coroado por grinalda, era acompanhado pelo melhor amigo.

Antes de a noiva acompanhar o futuro marido, ocorria a cerimonia do "desvelamento": a melhor amiga retirava o véu e a revelava. Os convidados aplaudiam e ofereciam presentes. O casal, numa carruagem enfeitada, se dirigia à casa do noivo. Ele conduzia enquanto a noiva ficava à sua esquerda segurando uma guirlanda de flores ou um berço, simbólico de sua futura vida de casada. O principal motivo dessa procissão, denominada nymphaagogía, condução da noiva, era tornar o casamento público, simbolizando a alteração da autoridade sobre a noiva, que agora passava de seu pai para seu marido. 


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