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Noiva raptada

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Em Esparta, "o homem raptava a moça que estava na idade de casar. A madrinha recebia  a donzela que havia sido arrebatada, raspava sua cabeça, a vestia com roupas e sapatos de homem e a deixava, sozinha, num quarto escuro, sobre um colchão de palha. O noivo então saía de sua tenda militar, depois de haver ceado com seus companheiros de caserna, e, tomando todas as precauções, penetrava no quarto onde a noiva se encontrava. Após despi-la, levava-a para outra cama, passava pouco tempo com ela e, em seguida, saía silenciosamente, regressando aos seus companheiros. O mesmo procedimento repetia-se toda vez que ele queria dormir com a sua esposa".

Plutarcoria dos espartanos: casamento era o marido com seus amigos homens, em raras e secretas ocasiões visitando a esposa. Havia marido que jamais vira a esposa à luz do dia. Nas cidades gregas, os votos eram apenas de prosperidade e fertilidade para os recém-casados.

Atenas - A festa de casamento

Em Atenas, antes do casamento, ocorriam os sacrifícios aos deuses e a purificação do casal. O pai da noiva fazia sacrifícios a Zeus, Hera, Afrodite e Ártemis e a futura esposa consagrava a Ártemis objetos da infância agora abandonados: brinquedos,espelhos, presilhas, fitinhas, etc. O banho cerimonial não era somente um ato de purificação, mas também simbólico: assim como os rios e as águas das fontes irrigam e fertilizam a terra, o banho contribuía para assegurar a fertilidade aos recém-casados.

A última etapa dos cerimoniais era uma ceia oferecida na casa do pai da noiva. Mulheres sentavam-se à parte. Havia músicos profissionais. A noiva era acompanhada pela melhor amiga e uma madrinha de casamento segurava o véu. Este cobria a futura esposa da cabeça aos pés, com uma pequena abertura para os olhos. Seria retirado somente depois da ceia. Sua função era proteger a noiva contra mau-olhado. O noivo, coroado por grinalda, era acompanhado pelo melhor amigo.

Antes de a noiva acompanhar o futuro marido, ocorria a cerimonia do "desvelamento": a melhor amiga retirava o véu e a revelava. Os convidados aplaudiam e ofereciam presentes. O casal, numa carruagem enfeitada, se dirigia à casa do noivo. Ele conduzia enquanto a noiva ficava à sua esquerda segurando uma guirlanda de flores ou um berço, simbólico de sua futura vida de casada. O principal motivo dessa procissão, denominada nymphaagogía, condução da noiva, era tornar o casamento público, simbolizando a alteração da autoridade sobre a noiva, que agora passava de seu pai para seu marido. 


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