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O Sexo

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Os homens não costumavam fazer mais sexo com a esposa se considerassem o número de descendentes suficiente. A completa submissão da mulher tornava impróprias práticas como sexo oral, em que o homem proporciona prazer à mulher. Da mesma forma o homem não podia receber esse prazer, pois permanecer passivo era uma atitude inaceitável.

A comédia grega, apesar de exagerada, mostrava aspectos da relação conjugal. Em Lisístrata, de 411 a.C., Aristófanes mostra a esposa que recusa o sexo ao marido, numa estranha comédia política. Provavelmente, o fato de não ter herdeiros apavorava o homem. "Quando Lisístrata e suas irmãs decidem se opor ao jeito guerreiro de ser dos homens, simplesmente negando-se a ir para a cama com eles, há comoção na sociedade grega. Pelo menos neste momento, o poder da cama provou ser mais forte do que o poder da espada. Com seus comentários obscenos, a peça parece tão atual quando o slogan dos anos 1960: "Faça amor, não faça guerra".

O sexo no casamento de…

Sem papéis sexuais definidos


Na Suécia há uma tentativa de combater os estereótipos dos papéis sexuais. Uma pré-escola do distrito de Sodermalm, em Estocolmo, incorporou uma pedagogia sexualmente neutra que elimina completamente todas as referências ao sexo masculino e feminino. Os professores e funcionários da pré-escola Egalia evitam usar palavras como "ele" ou "ela".

A professora Jenny Johnosson, de 31 anos, disse que "a sociedade espera que as meninas sejam garotinhas gentis e elegantes, e que os meninos sejam viris, duros e expansivos. A Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica de ser quem quer que eles queiram ser". A diretora Lotta Rajalin disse que a escola contratou um "pedagogo de diversidade sexual" para ajudar os professores e funcionários a remover as referências masculinas e femininas na linguagem e conduta, indo ao ponto de garantir que os jogos infantis de blocos Lego e outros brinquedos de montagem sejam mantidos próximos aos brinquedos de utensílios de cozinha a fim de evitar que algum papel sexual tenha preferência.
As crianças poderão imaginar que possuem características consideradas masculinas e femininas, e isso amplia a perspectivas delas. Além disso, não há
livros infantis tradicionais como Branca de Neve, Cinderela ou os contos de fadas clássicos, disse Rajalin. Em vez disso, as prateleiras tem livros que lidam com duplas homossexuais, mães solteiras, filhos adotados e obras sobre "maneiras modernas de brincar". A diretora dá um exemplo concreto: "Quando as meninas estão brincando de casinha e o papel de mãe já foi pego por uma, elas começam a disputar. Então sugerimos duas ou três mães e assim por diante."


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