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O DOTE

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O casamento era arranjado de propriedades - negócios financeiras, com muito pouco consideração em relação aos sentimentos dos noivos. Uma parte inseparável do acordo nupcial era o dote. Uma família de classe média ou alta, com um filho na idade de casar, procuraria uma nora com um dote suficiente para sustentar o jovem casal. Além da promessa oficial firmada por ambas as partes, o dote que os pais da noiva dariam ao noivo era visto como uma espécie de indenização pelo de sua filha vir a ser sustentada pelo marido.

Esse costume tinha dois objetivos: atrair e desestimular. Por um lado, atraía pretendentes ao proporcionar uma oportunidade para ampliarem sua propriedade pessoal e, simultaneamente, multiplicava as chances de a mulher se casar e subir de posição na escala social. Por outro lado, desestimulava os divórcios, pois, neste caso, o dote retornava à família da mulher.
O costume tinha tanta importância que o próprio Estado providenciava o dote para as filhas de cidadãos pobres. Uma l…

Sem papéis sexuais definidos


Na Suécia há uma tentativa de combater os estereótipos dos papéis sexuais. Uma pré-escola do distrito de Sodermalm, em Estocolmo, incorporou uma pedagogia sexualmente neutra que elimina completamente todas as referências ao sexo masculino e feminino. Os professores e funcionários da pré-escola Egalia evitam usar palavras como "ele" ou "ela".

A professora Jenny Johnosson, de 31 anos, disse que "a sociedade espera que as meninas sejam garotinhas gentis e elegantes, e que os meninos sejam viris, duros e expansivos. A Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica de ser quem quer que eles queiram ser". A diretora Lotta Rajalin disse que a escola contratou um "pedagogo de diversidade sexual" para ajudar os professores e funcionários a remover as referências masculinas e femininas na linguagem e conduta, indo ao ponto de garantir que os jogos infantis de blocos Lego e outros brinquedos de montagem sejam mantidos próximos aos brinquedos de utensílios de cozinha a fim de evitar que algum papel sexual tenha preferência.
As crianças poderão imaginar que possuem características consideradas masculinas e femininas, e isso amplia a perspectivas delas. Além disso, não há
livros infantis tradicionais como Branca de Neve, Cinderela ou os contos de fadas clássicos, disse Rajalin. Em vez disso, as prateleiras tem livros que lidam com duplas homossexuais, mães solteiras, filhos adotados e obras sobre "maneiras modernas de brincar". A diretora dá um exemplo concreto: "Quando as meninas estão brincando de casinha e o papel de mãe já foi pego por uma, elas começam a disputar. Então sugerimos duas ou três mães e assim por diante."


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