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Adultério e Divórcio

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O casamento heterossexual era o único reconhecido na Grécia clássica, mas os maridos não sofriam limitações sexuais. "Para o marido grego, ser privado de prazer estético ou sensual, pelo fato de estar casado, era algo que estava além de seu entendimento.  A sociedade e a moral da época reconheciam a natureza poligâmica do homem que naturalmente, atuava de modo correspondente." Os homens podiam ter relações extraconjugais com concubinas, cortesãs e efebos - jovens rapazes.

A única proibição eram mulheres casadas. Menos para quem dispunha de recursos ou influência. Alcibíades, exilado e Esparta e Atenas.
"Mas, de maneira geral, todo aquele que fosse surpreendido cometendo adultério com uma mulher casada podia escapar, no melhor dos casos, pagando uma multa e, no pior, pelo infamante costume do rapanismós, ou seja, era enfiado, em público, um rabanete no seu ânus."

A hora do marido era tão importante que, de acordo com uma antiga lei de Drácon - legislador ateniense do s…

No começo era a sobrevivência...


Mesmo considerando que o amor possui um registro tão antigo, não se pode afirmar que tenha havido evidência inequívoca sobre relacionamentos amorosos entre os sexos antes de 3000 a.C., o início da história registrada. O chamado período Paleolítico, ou Idade da Pedra, é muito longo - 2,5 milhões de anos - e se divide em Paleolítico Inferior, até há aproximadamente 300 mil anos, e Paleolítico Superior, até 10 mil a.C. quando se inicia o chamado período Neolítico. 

As características que determinam o Paleolítico são as evidências da chunhagem de ferramentas de pedra, pau, e osso. O Neolítico é caracterizado pelo incremento da agricultura e pela formação de aldeias estáveis. Quanto à fala há registro da área de Broca - estrutura cerebral responsável pela linguagem nos seres humanos - num fóssil de 1,4 milhão de anos. É o chamado "menino de Nariokotome". 


A vida nas cavernas no Poleolítico era uma constante luta pela sobrevivência e a natureza era tanto a provedora quanto o verdugo da humanidade.
Há cerca de 4,5 milhões de anos, nossos ancestrais andaram eretos pela primeira vez. Essa evolução certamente interferiu no relacionamento amoroso. 


Desconhecia-se o vínculo entre sexo e procriação. Os homens não imaginavam que tivessem alguma participação no nascimento de uma criança, o que continuou sendo ignorado por milênios. A fertilidade era característica exclusivamente feminina, estando a mulher associada aos poderes que governavam a vida e a morte.

A história Riane Eisler diz que nossos ancestrais do Paleolítico e do começo do Neolítico imaginavam o corpo da mulher como um receptáculo mágico. Devem ter observado como sangrava de acordo com a lua e como miraculosamente produzia gente. Também devem ter se maravilhado com o fato de ele prover alimento, produzido leite. Acrescente a isso o poder aparentemente mágico de fazer com que o órgão sexual masculino se erguesse e a capacidade extraordinária para o prazer sexual - tanto para experimentá-lo quando para oferecê-lo - e não é de admirar que o poder sexual da mulher tenha infundido tanto respeito em nossos ancestrais.

Embora tudo indique que a mulher tivesse mais poder do que o homem, não havia submissão. A idéia de casal era desconhecida. Cada mulher pertencia igualmente a todos os homens e cada homem a todas as mulheres. O matrimônio era por grupos. Cada criança tinha vários pais e várias mães e só havia a linhagem materna.

O conhecimento sobre as funções do casal parece só ter chegado nos dias iniciais da agricultura, por volta de 5 mil anos atrás. A ideia também cristalizou o senso de posse do homem, uma vez que o conceito de "meu filho" requeria que a mãe da criança estivesse ligada a um homem apenas. "Mas não devemos passar a falsa ideia de que surgiu aí um imutável conceito de família. Entre os caçadores/coletores há sinais de exogamia: em encontros anuais, grandes festas, quando se faziam trocas ou se formavam uniões."


No Paleolítico foram descobertas algumas tumbas duplas: um
homem enterrado com duas mulheres. Elas foram mortas ao mesmo tempo, para acompanhá-lo na morte. Essa prática seria encontrada mais tarde na Antiguidade. Em Dolní Vestonice, na Morávia, em um sítio de caçadores de mamutes, datado de 25 mil anos, descobriu-se uma jovem mulher cercada dois homens também jovens, um deles com a mão sobre a bacia (ou sobre o sexo) dela, recoberto de ocre. Seriam eles os precursores de práticas sexuais que agora ganham força? Posteriormente, no período Neolítico, com a sociedade mais organizada, desapareceu boa parte da liberdade da Pré-História. 

- O Livro do amor


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