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Grécia Clássica - Infanticídio

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Na Grécia as famílias preferiam ter menos filhos para não dividir o patrimônio. 
Meninas eram menos bem-vindas que os meninos. Elas não produziam e o dote reduzia as propriedades da família. Uma gravidez acidental era indesejável para mulheres casadas, hetairas e prostitutas. Recorria-se ao infanticídio e ao abandono de crianças para a morte por inanição.

Isso era efetuado antes do décimo dia, quando, em Antenas, a criança recebia um nome, pois somente a partir daí ela passava a existir socialmente. A maior parte das vítimas era composta por crianças ilegítimas ou meninas. Os sobreviventes eram considerados escravos, e as meninas terminavam na prostituição. Algumas crianças, no entanto, tinham mais sorte; eram criadas por pessoas que a as encontravam e desejavam mantê-las consigo por algum motivo. 

Outro fator justificava o infanticídio: o excesso de mulheres sem casar.
Havia ainda a alta taxa de mortalidade masculina nas guerras. Os assassinato de meninas corrigia o desequilíbrio. Em Esp…

No começo era a sobrevivência...


Mesmo considerando que o amor possui um registro tão antigo, não se pode afirmar que tenha havido evidência inequívoca sobre relacionamentos amorosos entre os sexos antes de 3000 a.C., o início da história registrada. O chamado período Paleolítico, ou Idade da Pedra, é muito longo - 2,5 milhões de anos - e se divide em Paleolítico Inferior, até há aproximadamente 300 mil anos, e Paleolítico Superior, até 10 mil a.C. quando se inicia o chamado período Neolítico. 

As características que determinam o Paleolítico são as evidências da chunhagem de ferramentas de pedra, pau, e osso. O Neolítico é caracterizado pelo incremento da agricultura e pela formação de aldeias estáveis. Quanto à fala há registro da área de Broca - estrutura cerebral responsável pela linguagem nos seres humanos - num fóssil de 1,4 milhão de anos. É o chamado "menino de Nariokotome". 


A vida nas cavernas no Poleolítico era uma constante luta pela sobrevivência e a natureza era tanto a provedora quanto o verdugo da humanidade.
Há cerca de 4,5 milhões de anos, nossos ancestrais andaram eretos pela primeira vez. Essa evolução certamente interferiu no relacionamento amoroso. 


Desconhecia-se o vínculo entre sexo e procriação. Os homens não imaginavam que tivessem alguma participação no nascimento de uma criança, o que continuou sendo ignorado por milênios. A fertilidade era característica exclusivamente feminina, estando a mulher associada aos poderes que governavam a vida e a morte.

A história Riane Eisler diz que nossos ancestrais do Paleolítico e do começo do Neolítico imaginavam o corpo da mulher como um receptáculo mágico. Devem ter observado como sangrava de acordo com a lua e como miraculosamente produzia gente. Também devem ter se maravilhado com o fato de ele prover alimento, produzido leite. Acrescente a isso o poder aparentemente mágico de fazer com que o órgão sexual masculino se erguesse e a capacidade extraordinária para o prazer sexual - tanto para experimentá-lo quando para oferecê-lo - e não é de admirar que o poder sexual da mulher tenha infundido tanto respeito em nossos ancestrais.

Embora tudo indique que a mulher tivesse mais poder do que o homem, não havia submissão. A idéia de casal era desconhecida. Cada mulher pertencia igualmente a todos os homens e cada homem a todas as mulheres. O matrimônio era por grupos. Cada criança tinha vários pais e várias mães e só havia a linhagem materna.

O conhecimento sobre as funções do casal parece só ter chegado nos dias iniciais da agricultura, por volta de 5 mil anos atrás. A ideia também cristalizou o senso de posse do homem, uma vez que o conceito de "meu filho" requeria que a mãe da criança estivesse ligada a um homem apenas. "Mas não devemos passar a falsa ideia de que surgiu aí um imutável conceito de família. Entre os caçadores/coletores há sinais de exogamia: em encontros anuais, grandes festas, quando se faziam trocas ou se formavam uniões."


No Paleolítico foram descobertas algumas tumbas duplas: um
homem enterrado com duas mulheres. Elas foram mortas ao mesmo tempo, para acompanhá-lo na morte. Essa prática seria encontrada mais tarde na Antiguidade. Em Dolní Vestonice, na Morávia, em um sítio de caçadores de mamutes, datado de 25 mil anos, descobriu-se uma jovem mulher cercada dois homens também jovens, um deles com a mão sobre a bacia (ou sobre o sexo) dela, recoberto de ocre. Seriam eles os precursores de práticas sexuais que agora ganham força? Posteriormente, no período Neolítico, com a sociedade mais organizada, desapareceu boa parte da liberdade da Pré-História. 

- O Livro do amor


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