DESTAQUE

A pobreza do casamento da Grécia Clássica e a repulsa ao casamento.

Imagem
"O casamento proporciona ao homem apenas dois dias felizes: o dia em que ele conduz a noiva para a cama e o dia em que ele a deposita no túmulo". Essa é a síntese do que pensavam os homens na Grécia Clássica, há 2.500 anos sobre a união com uma mulher.

Era comum que as esposas fossem de dez a vinte anos mais jovens do que os maridos. Como elas eram excluídas de quase todas as atividades fora de casa, raramente estavam junto deles. Os maridos ficavam pouco tempo em casa; passavam grande parte do dia e da noite nos mercados, nas praças nos ginásios e bordéis. O casamento tinha como finalidade apenas o aumento da prole e os cuidados com o lar.

REPULSA AO CASAMENTO

A posição que a mulher tinha na sociedade ateniense foi assim resumida por Demóstenes: "Tememos as hetairas para o prazer, as concubinas para os nossos cuidados diários, e as esposas para a procriação de herdeiros legítimos e para cuidar do lar". Riane Eisler assinala que essa visão das mulheres, como colocadas…

A mulher pode ser feminina e ao mesmo tempo ser autônoma?


"A mulher pode ser feminina e ao mesmo tempo ser autônoma?" Fiz essa pergunta para mais de cem pessoas, homens e mulheres com idades entre 20 e 55 anos. As respostas foram instantâneas e veementes: claro, lógico, óbvio. Em seguida coloquei a segunda questão: O que é uma mulher feminina? O comportamento de todos foi semelhante. Silêncio por algum tempo, como se tivessem sido pegos de surpresa. Hesitantes e confusas, as pessoas tentavam explicar. Reunindo todas as respostas, surgiu o perfil da mulher, feminina: delicada, frágil, sensível, cheirosa, dependente, pouco competitiva, se emociona à toa, chora com facilidade, indecisa, pouco ousada, recatada. Concluí, então, que a mulher considerada feminina é uma mulher estereotipada. Por isso, uma mulher não pode ser autônoma e feminina ao mesmo tempo. Autonomia implica ser você mesma. sem negar ou repudiar aspectos de sua personalidade para se submeter às exigências sociais. Mas isso não é uma tarefa fácil.

A primeira pergunta feita ao saber que um casal vai ter um filho é sobre o sexo da criança. Mesmo antes do nascimento o papel social que ela deverá desempenhar está claramente definido: masculino ou feminino. Os padrões de comportamento são distintos e determinados para cada um dos sexos. Os meninos são representados com carrinhos, revólveres e bolas, enquanto as meninas recebem bonecas, panelinhas e mamadeiras. E isso é só o início. A expectativa da sociedade é de que as pessoas cumpram seu papel sexual, que sofre variações de acordo com a época e o lugar. Até algumas décadas atrás, não se admita que um homem usasse cabelo comprido e muito menos brinco. Eram coisas femininas. As mulheres, por sua vez, não sonhavam usar calças, nem dirigir automóveis. Era masculino.

Na realidade, a diferença entre os sexos é anatômica e fisiológica, o resto é produto de cada cultura ou grupo social. Tanto o homem como a mulher podem ser fortes e fracos, corajosos e medrosos, agressivos e dóceis, passivos e ativos, independente do sexo. Insistir em manter os conceitos de feminino e masculino é prejudicial a ambos os sexos por limitar as pessoas, aprisionando-as a estereótipos.  

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A pobreza do casamento da Grécia Clássica e a repulsa ao casamento.

REFLEXÃO

BISSEXUALIDADE: SEXO DO FUTURO?

O MACHÃO E O SEXO

ESTUDO MOSTRA QUE O DESEJO BISSEXUAL EXISTE

No começo era a sobrevivência...

INSTAGRAM