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Noiva raptada

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Em Esparta, "o homem raptava a moça que estava na idade de casar. A madrinha recebia  a donzela que havia sido arrebatada, raspava sua cabeça, a vestia com roupas e sapatos de homem e a deixava, sozinha, num quarto escuro, sobre um colchão de palha. O noivo então saía de sua tenda militar, depois de haver ceado com seus companheiros de caserna, e, tomando todas as precauções, penetrava no quarto onde a noiva se encontrava. Após despi-la, levava-a para outra cama, passava pouco tempo com ela e, em seguida, saía silenciosamente, regressando aos seus companheiros. O mesmo procedimento repetia-se toda vez que ele queria dormir com a sua esposa".

Plutarcoria dos espartanos: casamento era o marido com seus amigos homens, em raras e secretas ocasiões visitando a esposa. Havia marido que jamais vira a esposa à luz do dia. Nas cidades gregas, os votos eram apenas de prosperidade e fertilidade para os recém-casados.

A mulher pode ser feminina e ao mesmo tempo ser autônoma?


"A mulher pode ser feminina e ao mesmo tempo ser autônoma?" Fiz essa pergunta para mais de cem pessoas, homens e mulheres com idades entre 20 e 55 anos. As respostas foram instantâneas e veementes: claro, lógico, óbvio. Em seguida coloquei a segunda questão: O que é uma mulher feminina? O comportamento de todos foi semelhante. Silêncio por algum tempo, como se tivessem sido pegos de surpresa. Hesitantes e confusas, as pessoas tentavam explicar. Reunindo todas as respostas, surgiu o perfil da mulher, feminina: delicada, frágil, sensível, cheirosa, dependente, pouco competitiva, se emociona à toa, chora com facilidade, indecisa, pouco ousada, recatada. Concluí, então, que a mulher considerada feminina é uma mulher estereotipada. Por isso, uma mulher não pode ser autônoma e feminina ao mesmo tempo. Autonomia implica ser você mesma. sem negar ou repudiar aspectos de sua personalidade para se submeter às exigências sociais. Mas isso não é uma tarefa fácil.

A primeira pergunta feita ao saber que um casal vai ter um filho é sobre o sexo da criança. Mesmo antes do nascimento o papel social que ela deverá desempenhar está claramente definido: masculino ou feminino. Os padrões de comportamento são distintos e determinados para cada um dos sexos. Os meninos são representados com carrinhos, revólveres e bolas, enquanto as meninas recebem bonecas, panelinhas e mamadeiras. E isso é só o início. A expectativa da sociedade é de que as pessoas cumpram seu papel sexual, que sofre variações de acordo com a época e o lugar. Até algumas décadas atrás, não se admita que um homem usasse cabelo comprido e muito menos brinco. Eram coisas femininas. As mulheres, por sua vez, não sonhavam usar calças, nem dirigir automóveis. Era masculino.

Na realidade, a diferença entre os sexos é anatômica e fisiológica, o resto é produto de cada cultura ou grupo social. Tanto o homem como a mulher podem ser fortes e fracos, corajosos e medrosos, agressivos e dóceis, passivos e ativos, independente do sexo. Insistir em manter os conceitos de feminino e masculino é prejudicial a ambos os sexos por limitar as pessoas, aprisionando-as a estereótipos.  

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