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Noiva raptada

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Em Esparta, "o homem raptava a moça que estava na idade de casar. A madrinha recebia  a donzela que havia sido arrebatada, raspava sua cabeça, a vestia com roupas e sapatos de homem e a deixava, sozinha, num quarto escuro, sobre um colchão de palha. O noivo então saía de sua tenda militar, depois de haver ceado com seus companheiros de caserna, e, tomando todas as precauções, penetrava no quarto onde a noiva se encontrava. Após despi-la, levava-a para outra cama, passava pouco tempo com ela e, em seguida, saía silenciosamente, regressando aos seus companheiros. O mesmo procedimento repetia-se toda vez que ele queria dormir com a sua esposa".

Plutarcoria dos espartanos: casamento era o marido com seus amigos homens, em raras e secretas ocasiões visitando a esposa. Havia marido que jamais vira a esposa à luz do dia. Nas cidades gregas, os votos eram apenas de prosperidade e fertilidade para os recém-casados.

DIVINDADES


A Pré-História não conseguiu registrar suas divindades com precisão pela ausência de uma linguagem escrita. A historiadora Reay Tannahill assinala alguns apsectos importantes. Os elementos na natureza seriam os deuses da época? Sol, Lua, mar, chuva, terra? Eram, afinal, as realidades naturais que, nesse tempo, mantinham os seres vivos ou destruíam.

Há indicações do culto à fertilidade em Çatal Hüyük, na Anatólia, Turquia, por volta de 6000 a.C., representando em um relicário, sob a forma da cabeça de três touros, plenamente realçadas, uma sobre a outra, tendo sobre elas uma figura feminina, braços, e pernas estendidos, dando à luz um bezerro. Essa ilustração da fertilidade, assim como narrativas míticas do surgimento da vida na Terra, chegou até nós pelas religiões primitivas, demonstrando as preocupações dos caçadores e pastores no Neolítico. O mito da ressurreição, explicando a morte e o renascimento anuais do solo, também era uma crença dos agricultores.

No mais primitivo mito conhecido sobre a criação, o da Suméria, Mesopotâmia, atual Curdistão, que sobrevive apenas em estado fragmentário, a deusa Nammu, "o mar", é considerada responsável pela criação do universo, dando à luz o céu e a terra, aparentemente sem auxílio. A deusa Nammu, também conhecida como Tiamat - oceano da água salgada -, sofreu um violento boicote durante as invasões pastoris e foi sendo substituída por Apsu, um deus masculino.

A contínua influência sobre a produtividade proporcionava pelo menos algumas armas às deusas da fertilidade, para sua luta contra os deuses predatórios dos nômades. Entretanto a mulher perdeu a última e mais importante batalha. Na forma mais primitiva do mito sumério da ressurreição, a deusa Inanna parte da terra para uma permanência temporária no submundo. Enquanto ela não volta o solo permanece estéril. Com uma única exceção, no entanto, todas as deidades da fertilidade que figuram na literatura remanescente são masculinas.


Assim, as deusas da Pré-História perderam o seu espaço e registro, quando o homem descobriu o seu papel sexual. Após a instalação do patriarcado, há 5 mil anos, a mulher adquiriu o status de mercadoria: podia se comprada, vendida ou trocada. Passou a ser considerada inferior ao homem e, conseguinte, subordinada à sua dominação.   

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