DESTAQUE

O DOTE

Imagem
O casamento era arranjado de propriedades - negócios financeiras, com muito pouco consideração em relação aos sentimentos dos noivos. Uma parte inseparável do acordo nupcial era o dote. Uma família de classe média ou alta, com um filho na idade de casar, procuraria uma nora com um dote suficiente para sustentar o jovem casal. Além da promessa oficial firmada por ambas as partes, o dote que os pais da noiva dariam ao noivo era visto como uma espécie de indenização pelo de sua filha vir a ser sustentada pelo marido.

Esse costume tinha dois objetivos: atrair e desestimular. Por um lado, atraía pretendentes ao proporcionar uma oportunidade para ampliarem sua propriedade pessoal e, simultaneamente, multiplicava as chances de a mulher se casar e subir de posição na escala social. Por outro lado, desestimulava os divórcios, pois, neste caso, o dote retornava à família da mulher.
O costume tinha tanta importância que o próprio Estado providenciava o dote para as filhas de cidadãos pobres. Uma l…

DIVINDADES


A Pré-História não conseguiu registrar suas divindades com precisão pela ausência de uma linguagem escrita. A historiadora Reay Tannahill assinala alguns apsectos importantes. Os elementos na natureza seriam os deuses da época? Sol, Lua, mar, chuva, terra? Eram, afinal, as realidades naturais que, nesse tempo, mantinham os seres vivos ou destruíam.

Há indicações do culto à fertilidade em Çatal Hüyük, na Anatólia, Turquia, por volta de 6000 a.C., representando em um relicário, sob a forma da cabeça de três touros, plenamente realçadas, uma sobre a outra, tendo sobre elas uma figura feminina, braços, e pernas estendidos, dando à luz um bezerro. Essa ilustração da fertilidade, assim como narrativas míticas do surgimento da vida na Terra, chegou até nós pelas religiões primitivas, demonstrando as preocupações dos caçadores e pastores no Neolítico. O mito da ressurreição, explicando a morte e o renascimento anuais do solo, também era uma crença dos agricultores.

No mais primitivo mito conhecido sobre a criação, o da Suméria, Mesopotâmia, atual Curdistão, que sobrevive apenas em estado fragmentário, a deusa Nammu, "o mar", é considerada responsável pela criação do universo, dando à luz o céu e a terra, aparentemente sem auxílio. A deusa Nammu, também conhecida como Tiamat - oceano da água salgada -, sofreu um violento boicote durante as invasões pastoris e foi sendo substituída por Apsu, um deus masculino.

A contínua influência sobre a produtividade proporcionava pelo menos algumas armas às deusas da fertilidade, para sua luta contra os deuses predatórios dos nômades. Entretanto a mulher perdeu a última e mais importante batalha. Na forma mais primitiva do mito sumério da ressurreição, a deusa Inanna parte da terra para uma permanência temporária no submundo. Enquanto ela não volta o solo permanece estéril. Com uma única exceção, no entanto, todas as deidades da fertilidade que figuram na literatura remanescente são masculinas.


Assim, as deusas da Pré-História perderam o seu espaço e registro, quando o homem descobriu o seu papel sexual. Após a instalação do patriarcado, há 5 mil anos, a mulher adquiriu o status de mercadoria: podia se comprada, vendida ou trocada. Passou a ser considerada inferior ao homem e, conseguinte, subordinada à sua dominação.   

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A pobreza do casamento da Grécia Clássica e a repulsa ao casamento.

O DOTE

BISSEXUALIDADE: SEXO DO FUTURO?

O MACHÃO E O SEXO

A Verdadeira História do Amor

O afeto e o amor entre os Neandertais