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A pobreza do casamento da Grécia Clássica e a repulsa ao casamento.

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"O casamento proporciona ao homem apenas dois dias felizes: o dia em que ele conduz a noiva para a cama e o dia em que ele a deposita no túmulo". Essa é a síntese do que pensavam os homens na Grécia Clássica, há 2.500 anos sobre a união com uma mulher.

Era comum que as esposas fossem de dez a vinte anos mais jovens do que os maridos. Como elas eram excluídas de quase todas as atividades fora de casa, raramente estavam junto deles. Os maridos ficavam pouco tempo em casa; passavam grande parte do dia e da noite nos mercados, nas praças nos ginásios e bordéis. O casamento tinha como finalidade apenas o aumento da prole e os cuidados com o lar.

REPULSA AO CASAMENTO

A posição que a mulher tinha na sociedade ateniense foi assim resumida por Demóstenes: "Tememos as hetairas para o prazer, as concubinas para os nossos cuidados diários, e as esposas para a procriação de herdeiros legítimos e para cuidar do lar". Riane Eisler assinala que essa visão das mulheres, como colocadas…

DIVINDADES


A Pré-História não conseguiu registrar suas divindades com precisão pela ausência de uma linguagem escrita. A historiadora Reay Tannahill assinala alguns apsectos importantes. Os elementos na natureza seriam os deuses da época? Sol, Lua, mar, chuva, terra? Eram, afinal, as realidades naturais que, nesse tempo, mantinham os seres vivos ou destruíam.

Há indicações do culto à fertilidade em Çatal Hüyük, na Anatólia, Turquia, por volta de 6000 a.C., representando em um relicário, sob a forma da cabeça de três touros, plenamente realçadas, uma sobre a outra, tendo sobre elas uma figura feminina, braços, e pernas estendidos, dando à luz um bezerro. Essa ilustração da fertilidade, assim como narrativas míticas do surgimento da vida na Terra, chegou até nós pelas religiões primitivas, demonstrando as preocupações dos caçadores e pastores no Neolítico. O mito da ressurreição, explicando a morte e o renascimento anuais do solo, também era uma crença dos agricultores.

No mais primitivo mito conhecido sobre a criação, o da Suméria, Mesopotâmia, atual Curdistão, que sobrevive apenas em estado fragmentário, a deusa Nammu, "o mar", é considerada responsável pela criação do universo, dando à luz o céu e a terra, aparentemente sem auxílio. A deusa Nammu, também conhecida como Tiamat - oceano da água salgada -, sofreu um violento boicote durante as invasões pastoris e foi sendo substituída por Apsu, um deus masculino.

A contínua influência sobre a produtividade proporcionava pelo menos algumas armas às deusas da fertilidade, para sua luta contra os deuses predatórios dos nômades. Entretanto a mulher perdeu a última e mais importante batalha. Na forma mais primitiva do mito sumério da ressurreição, a deusa Inanna parte da terra para uma permanência temporária no submundo. Enquanto ela não volta o solo permanece estéril. Com uma única exceção, no entanto, todas as deidades da fertilidade que figuram na literatura remanescente são masculinas.


Assim, as deusas da Pré-História perderam o seu espaço e registro, quando o homem descobriu o seu papel sexual. Após a instalação do patriarcado, há 5 mil anos, a mulher adquiriu o status de mercadoria: podia se comprada, vendida ou trocada. Passou a ser considerada inferior ao homem e, conseguinte, subordinada à sua dominação.   

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