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Grécia Clássica - Infanticídio

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Na Grécia as famílias preferiam ter menos filhos para não dividir o patrimônio. 
Meninas eram menos bem-vindas que os meninos. Elas não produziam e o dote reduzia as propriedades da família. Uma gravidez acidental era indesejável para mulheres casadas, hetairas e prostitutas. Recorria-se ao infanticídio e ao abandono de crianças para a morte por inanição.

Isso era efetuado antes do décimo dia, quando, em Antenas, a criança recebia um nome, pois somente a partir daí ela passava a existir socialmente. A maior parte das vítimas era composta por crianças ilegítimas ou meninas. Os sobreviventes eram considerados escravos, e as meninas terminavam na prostituição. Algumas crianças, no entanto, tinham mais sorte; eram criadas por pessoas que a as encontravam e desejavam mantê-las consigo por algum motivo. 

Outro fator justificava o infanticídio: o excesso de mulheres sem casar.
Havia ainda a alta taxa de mortalidade masculina nas guerras. Os assassinato de meninas corrigia o desequilíbrio. Em Esp…

DIVINDADES


A Pré-História não conseguiu registrar suas divindades com precisão pela ausência de uma linguagem escrita. A historiadora Reay Tannahill assinala alguns apsectos importantes. Os elementos na natureza seriam os deuses da época? Sol, Lua, mar, chuva, terra? Eram, afinal, as realidades naturais que, nesse tempo, mantinham os seres vivos ou destruíam.

Há indicações do culto à fertilidade em Çatal Hüyük, na Anatólia, Turquia, por volta de 6000 a.C., representando em um relicário, sob a forma da cabeça de três touros, plenamente realçadas, uma sobre a outra, tendo sobre elas uma figura feminina, braços, e pernas estendidos, dando à luz um bezerro. Essa ilustração da fertilidade, assim como narrativas míticas do surgimento da vida na Terra, chegou até nós pelas religiões primitivas, demonstrando as preocupações dos caçadores e pastores no Neolítico. O mito da ressurreição, explicando a morte e o renascimento anuais do solo, também era uma crença dos agricultores.

No mais primitivo mito conhecido sobre a criação, o da Suméria, Mesopotâmia, atual Curdistão, que sobrevive apenas em estado fragmentário, a deusa Nammu, "o mar", é considerada responsável pela criação do universo, dando à luz o céu e a terra, aparentemente sem auxílio. A deusa Nammu, também conhecida como Tiamat - oceano da água salgada -, sofreu um violento boicote durante as invasões pastoris e foi sendo substituída por Apsu, um deus masculino.

A contínua influência sobre a produtividade proporcionava pelo menos algumas armas às deusas da fertilidade, para sua luta contra os deuses predatórios dos nômades. Entretanto a mulher perdeu a última e mais importante batalha. Na forma mais primitiva do mito sumério da ressurreição, a deusa Inanna parte da terra para uma permanência temporária no submundo. Enquanto ela não volta o solo permanece estéril. Com uma única exceção, no entanto, todas as deidades da fertilidade que figuram na literatura remanescente são masculinas.


Assim, as deusas da Pré-História perderam o seu espaço e registro, quando o homem descobriu o seu papel sexual. Após a instalação do patriarcado, há 5 mil anos, a mulher adquiriu o status de mercadoria: podia se comprada, vendida ou trocada. Passou a ser considerada inferior ao homem e, conseguinte, subordinada à sua dominação.   

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