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Noiva raptada

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Em Esparta, "o homem raptava a moça que estava na idade de casar. A madrinha recebia  a donzela que havia sido arrebatada, raspava sua cabeça, a vestia com roupas e sapatos de homem e a deixava, sozinha, num quarto escuro, sobre um colchão de palha. O noivo então saía de sua tenda militar, depois de haver ceado com seus companheiros de caserna, e, tomando todas as precauções, penetrava no quarto onde a noiva se encontrava. Após despi-la, levava-a para outra cama, passava pouco tempo com ela e, em seguida, saía silenciosamente, regressando aos seus companheiros. O mesmo procedimento repetia-se toda vez que ele queria dormir com a sua esposa".

Plutarcoria dos espartanos: casamento era o marido com seus amigos homens, em raras e secretas ocasiões visitando a esposa. Havia marido que jamais vira a esposa à luz do dia. Nas cidades gregas, os votos eram apenas de prosperidade e fertilidade para os recém-casados.

A Verdadeira História do Amor


O intuito desse site é divulgar e esclarecer cruzamentos entre o passado e o presente e reflexões sobre o tema para dar conta de uma questão tão fundamental à compreensão do amor na contemporaneidade.   

Quanto a experiencia amorosa ocidental se modificou e se repetiu ao longos dos últimos milênios? 

Da Pré-História ao século XXI, as vivências do amor e do sexo têm sido moldadas culturalmente.
Sujeitos a paradigmas morais, dogmas religiosos, interesses políticos, econômicos e sociais, homens e mulheres desempenham papéis em constante mutação.

Se houve um período em que a participação masculina na procriação foi ignorada, haveria outro em que a certeza da paternidade faria dos homens senhores absolutos, e das mulheres, criaturas submissas e cativas em seus próprios lares.
Durante a Antiguidade Clássica, os gregos entendiam o amor como distração ou aflição imposta pelos deuses, e a relação entre dois homens era vista como exército de força e virtude. Na Idade Média surgia o cavalheirismo, a corte e a renúncia total ao corpo. Mas a repressão do desejo jamais se processa impunemente.

Antes da revolução sexual promovida no século XX pelo surgimento da pílula e dos movimentos feministas e gay, milhares foram queimados em fogueiras pela associação do erotismo ao demônio.

- O livro do Amor (Regina Navarro)


Comentários

  1. “Sempre permaneça aventureiro.
    Por nenhum momento se esqueça de que a vida pertence aos que investigam.
    Ela não pertence ao estático;
    Ela pertence ao que flui.
    Nunca se torne um reservatório,
    sempre permaneça um rio.”

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