DESTAQUE

A pobreza do casamento da Grécia Clássica e a repulsa ao casamento.

Imagem
"O casamento proporciona ao homem apenas dois dias felizes: o dia em que ele conduz a noiva para a cama e o dia em que ele a deposita no túmulo". Essa é a síntese do que pensavam os homens na Grécia Clássica, há 2.500 anos sobre a união com uma mulher.

Era comum que as esposas fossem de dez a vinte anos mais jovens do que os maridos. Como elas eram excluídas de quase todas as atividades fora de casa, raramente estavam junto deles. Os maridos ficavam pouco tempo em casa; passavam grande parte do dia e da noite nos mercados, nas praças nos ginásios e bordéis. O casamento tinha como finalidade apenas o aumento da prole e os cuidados com o lar.

REPULSA AO CASAMENTO

A posição que a mulher tinha na sociedade ateniense foi assim resumida por Demóstenes: "Tememos as hetairas para o prazer, as concubinas para os nossos cuidados diários, e as esposas para a procriação de herdeiros legítimos e para cuidar do lar". Riane Eisler assinala que essa visão das mulheres, como colocadas…

A INVENÇÃO DO PATRIARCA - P1


A organização social e os avanços civilizatórios do Neolítico, contraditoriamente, criaram os primeiros conflitos sociais e familiares. Na Idade Paleolítica, não havia casos de mortes violentas provocadas por outros homens, nem ferimentos por projéteis, ao contrário do que se verifica nas épocas posteriores. Tudo indica ter havido uma sociedade de parceria, e não de dominação.

As condições de vida e de relacionamento se agravaram especialmente para as mulheres. No Neolítico as tarefas das mulheres se multiplicaram. O período inaugurou para elas, com o advento da agricultura, o começo das obrigações. E é provável que os sentimentos entres as pessoas e a sexualidade tenham se tornado cada vez mais normatizados e que o rapto, a violação e a escravidão tenham nascido e se desenvolvido desde então.

O homem-caçador se tornou homem-pastor, enquanto a mulher-colhedora se transformava em mulher-fazendeira. E está seria uma mudança de efeitos quase incalculáveis nos relacionamentos futuros homem-mulher, mas a descoberta das causas da reprodução é que entronizou o homem como patriarca. Em todos os longos milênios da Era Paleolítica não existe prova alguma de que o homem sabia de seu papel de pai.
Três fatores sugerem que o momento da verdade pode ter ocorrido na fase inicial da Era Neolítica. Em primeiro lugar, até então nenhum dos sexos parece ter sido o dominante. Em segundo lugar, se a descoberta foi incitada por algum estímulo externo, o pastoreio dos animais foi o mais óbvio e provável. A domesticação do gado começou com cabras ou - mais provavelmente - ovelhas, sendo que os primeiros agricultores logo aprenderam que as ovelhas segregadas não produziam cordeiros nem leite. Quando um ou dois carneiros eram introduzidos no rebanho, os resultados espetaculares.

Foi o momento em que o homem, pela primeira vez, observou um grupo de animais durante um longo período. Foi como um laboratório. O homem descobriu que tinha, no seu meio, a função que o carneiro cumpria entre as ovelhas. "O terceiro fator - mais problemático, porém em muitos sentidos o mais convincente - é que, simplesmente, algo aconteceu durante os mistérios sete mil anos do Neolítico, no Oriente Próximo, para transformar o homem de um parceiro mais ou menos igual na sociedade humana em um déspota reconhecido. 



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A pobreza do casamento da Grécia Clássica e a repulsa ao casamento.

No começo era a sobrevivência...

REFLEXÃO

BISSEXUALIDADE: SEXO DO FUTURO?

O MACHÃO E O SEXO

INSTAGRAM